Ganhador do prêmio Nobel de literatura, o Gabriel García Márquez foi-é-será sempre um grande filho da puta! Nem acredito que fiquei tanto tempo prolongando ler um livro dele. Mas é que quando um escritor é muito comentado como sendo símbolo literário, na maioria das vezes eu não gosto de ler.
Amor nos tempos do cólera – Caribe. Todo romance gira em torno do amor incondicional de Florentino Ariza por Fermina Daza.
“A menina levantou a vista para ver quem passava pela janela, e esse olhar casual foi a origem de um cataclismo de amor que meio século depois não tinha terminado ainda”.
O amor só foi vivido pelos dois na velhice. Depois da morte do homem com quem Fermina se casou e viveu por mais de 30 anos, Juvenal Urbino.
“- Nunca pude entender como é esse aparelho – disse ela. Então Urbino lhe explicou. Ia acender a luz quando Fermina o deteve, dizendo: eu vejo melhor com as mãos. E disse, concluindo: para lá de feio, mais feio que o das mulheres. Ele concordou e disse: é como um filho mais velho, que a gente passa a vida trabalhando para ele, sacrificando tudo por ele, e na hora da verdade acaba fazendo o que lhe da na veneta”.
Florentino por sua vez, não se casou, mas, teve muitas mulheres, inclusive, uma adolescente de quatorze anos quando já estava na velhice. No entanto, outra mulher além de Fermina ele nunca amou.
“E algo que havia de ser desde então a razão de sua vida: a gente vem ao mundo com as trepadas contadas, e as que não se usam por qualquer motivo, se perdem para sempre”.
“Sara o tranquilizava, dizendo: tudo o que fazemos nus é amor. Amor da alma da cintura para cima e amor do corpo da cintura para baixo”.
“Estava convencido de que uma mulher que vai para cama com um homem uma vez continuará indo para a cama com ele cada vez que ele queira desde que saiba enternecê-la a cada vez”.
“Aprendeu que: pode-se estar apaixonado por várias mulheres ao mesmo tempo, por todas com a mesma dor, sem trair nenhuma. O coração tem mais quartos que uma pensão de putas”.
O amor de Florentino por Fermina aconteceu por meio de cartas, cartas de amor clandestino. E foram elas que também os reaproximaram quando já estavam meio podres em vida.
“Era como se tivessem saltado o árduo calvário da vida conjugal, e tivessem ido sem rodeios ao grão do amor... Amor era amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso ficava quanto mais perto da morte”.
Toda a vida.







22 . . no ar:
Eu tava falando agorinha que quero ler Cem anos de solidão, do Gabriel também. Meu professor disse que é ótimo. Esse também, que você citou, deve ser bom. Tô sentindo falta de um livro bom pra ler. Nas férias vou ler algum.
eu não li, mas li cem anos de solidão, e memórias de minhas putas trites, muito bom.
:)
Infelizmente, aqui na minha cidade, não encontrei o livro para ler mas assisti o filme. Ssei que nunca é a mesma coisa, ainda mais qdo se trata de uma obra de Gabriel Garcia!
Passei 2 meses para terminar de ler Cem Anos de Solidão!
Bjos
Mas é que quando um escritor é muito comentado como sendo símbolo literário, na maioria das vezes eu não gosto de ler. [2]
Mas esse, vou ter que ler.
Dica,
Eu gosto de ler Gabriel Garcia, mas nem é porque a mídia o "endeusa", mas é porque gosto dele mesmo.
Quando puder, visite meu blog, ok?
Beijos.
A minha irmã tem esse livro, vou pedi para ela qualquer hora.
Putz tiveram que Esperar 30 anos para viver um amor. =/
Beijoooos
Ainda viverei um amor clandestino.
Poxa, que vacilo meu, claro que sei. É que não ligo obras aos respectivos artistas, sou meio ruim de nome.
Beijo enorme Diana!
Franci ;)
Se não há mar
Pra se navegar
Pra que ficar
Ah, mar
Sempre a chamar
A ir e voltar
Ao mar então...
Garcia Marquez não foi, é. Ele ainda está vivo, Dica. rs
E a literatura dele é aclamada pelo mundo, não por modinha e sim por merecimento. Não fosse tão bom, realmente, eu não teria vontade de ler e devorar todos os livros dele. rere
Indico Cem anos de Solidão, Cronica de uma Morte Anunciada e Do Amor e outros Demonios; foram os que eu já li até agora, além de O amor nos tempos do Colera. (:
Outro escritor que segue o paralelo do Gabo é Vargas Llosa. Travessuras da Menina Má é maravilhoso.
É muito parecido com o Amor nos tempos do Colera. Nos mostra esse amor que encontra a plenitude na velhice, fazendo alusão de que mesmo "caindo de maduros" podemos sim, nos declarar, vivenciar, amar... Nunca é tarde, é isso que eu levo deles.
Um beijo, Dica.
Ps 1 - Eu indico o Crônica de uma morte anunciada
P.s 2 - Eu sou o Frederico acima (saiu com o login do meu irmão)
este está na minha cabeceira há anos!
ps: o flme é um lixo!
Confesso que nunca me liguei nele, mas já que indicou. E que bela indicação, vou ver se compro.
Nunca li nenhum texto dele,mas me deu uma vontade incrivel de ler.texto lindo,cheio de amor e outros tantos sentimentos.
Dica, já pensou em escrever um livro sobre Crítica Literária? Você analisa Gabriel, Chico, Raduan...
Estou devorando livros do Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Lord Byron, Musset. rs
Leia Noite na Taverna, do Álvares de Azevedo. E depois, analise-o aqui. rs
É legal, também, que você posta trechos dos livros, deixando-nos curiosos. haha
Beijos.
bravíssimo.
o/
Amo Gabriel.
Está nos acervos já
rs .
Beijo ;**
eu assisti o filme...
chorei horrores!
*-*
a primeira coisa que eu disse quando o filme terminou foi:
-isso não existe!
o amor de florentino por ela, definitivamente é a definição de amor incondicional!
perfeito.
.
genial
=)
.
bela surpresa te encontrar...
gostei daqui!
Um bjo ^^
Sim, eu já vi esse filme(?). Só tomei conhecimento dele porque a Shakira faz a trilha sonora e o clipe da musica (Hay Amores) vazou no youtube ~Dika pra Dica.
Enquanto eu via o filme, me surpreendi, aparece a Fernanda Montenegro, dando um show no español, perfeita ela, ótima atriz.
~Bem, até a próxima. Visite meu blog também.
*DB*
Recentemente li "Crônica de uma morte anunciada", também do Gabriel G.M. O outro dele que li foi "Notícias de um Sequestro". Como vê, estou ainda em seus livros-reportagem - que são ótimos! Vi o filme do "Amor nos Tempos do Cólera". Gostei do seu post, deu mais vontade ainda de ler. Bjs :* {ps. Que bom que gostou do som do Jota Pontocom :) Obrigada por ter ouvido!}
Bom saber!!! Vou tentar ler. A verdade é que eu não curto mto livros literários e tal, mas é sempre bom ler. A gente empurra, engole rasgando mais duas páginas e três e quatro.. e quando se dá por si mesmo, já leu ele todo!
Beijinhos!
acho ele sempre tão intenso...
eu sempre prolongo algumas leituras não querendo chegar no fim.
toda leitura é um mundo novo!
beijos...
Postar um comentário