
Sempre que sai de mim
Seus olhos estão em brasa.
De um vermelho que não é de choro
De um vermelho encarnado.
Tem a cor da enfermidade da paixão
A cor da possessão.
Sempre que saio dele
Meus lábios estão sangrando.
De um sangue exaltante
Que não comete a gafe de sair da pele
Que se assemelha a cereja, ao tesão
A cor do coração.
